terça-feira, 26 de março de 2013
Propostas construtivas para Óbidos
O PS de Óbidos continua fiel aos seus principios a a imprensa local dá eco das nossas propostas e preocupações.
A Direita que temos!
O actual presidente da Concelhia de Óbidos do CDS anda desiludido com a maioria do PSD. Mas afinal o que mudou? No passado recente esse senhor elogiava tudo aquilo que o PSD de Óbidos fazia. Agora, finalmente, anda desiludido. O PS de Óbidos não se revia nos elogios feitos anteriormente, como agora não se revê neste tipo de críticas avulsas e sem sentido. O PS de Óbidos foi sempre coerente, coerência e objectividade que manifestamente faltam à direita no nosso País e em Óbidos.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Restaurantes do Bom Sucesso
O Partido Socialista acompanhou sempre com muita preocupação a construção ilegal de restaurantes pela CMO na zona do Bom Sucesso. Criticou a má aplicação de dinheiros públicos e os longos anos em que esses equipamentos estiveram ao abandono sem qualquer uso. Criticou o PS que a Câmara tivesse construído onde proibia outros de construir apesar de exigir o pagamento de avultados IMIs aos proprietários de terrenos naquela zona. Em Setembro de 2009 a maioria PSD lá conseguiu transformar restaurantes em “apoios de praia” e concessionar a um privado. O PS aprovou essa concessão porque era melhor um equipamento a funcionar do que ao abandono, mas deu nota de que tal se tratava de um mau negócio pois mesmo que o concessionário cumprisse com as obrigações assumidas levaria mais de 20 anos a a CMO recuperar o dinheiro investido. O vereador José Machado disse que, segundo a documentação se verifica estarem em falta as prestações correspondentes a 16 meses de renda, tendo lamentado que se tenham acumulado tantos meses de atraso de pagamento. Prosseguiu este vereador dizendo que o volume de negócio do restaurante tem sido reduzido na época baixa e sugeriu que seja estabelecido um acordo, nos termos legais, para essa dívida ser paga em prestações, com o compromisso de passar a ser paga a renda devida mensalmente para além de progressiva recuperação do atrasado. Após ponderação da situação, a Câmara deliberou conceder o prazo de 60 dias para o concessionário pagar as rendas em atraso.
Reunião de Câmara de 6 de Março
Destacamos da Reunião de Câmara Municipal de Óbidos de 6 de Março de 2013 os seguintes temas:
1.Edifícios da Câmara no centro histórico de Óbidos serem arrendados para a habitação de famílias - O vereador José Machado sugeriu que, para contrariar a desertificação do centro histórico de Óbidos que se vem agravando, sucessivamente, desde há muitos anos, sejam arrendados a famílias, sobretudo jovens, para habitação permanente, vários imóveis propriedade da CMO; 2. Bolsas de estudo a estudantes do ensino superior – O vereador José Machado disse que se verifica que foram excluídos, devido a limitação de dotação orçamental municipal, do apoio estudantes de famílias com o rendimento per capita inferior a 400 euros, isto é, abaixo do limiar de pobreza, segundo o entendimento oficial em Portugal.Acrescentou este vereador que é pena não serem apoiados mais estudantes; mas que pouco é melhor do que nada. Apresentou o Vereador José Machado a seguinte Declaração de voto do vereador José Machado: "O valor global de 20.250 €, para as bolsas de estudo de estudantes do ensino superior precisa de ser reforçada futuramente, a fim de que mais estudantes de famílias com o rendimento per capita inferior a 400 euros passem a ser apoiados pelo município".3. Felicitações a Marco Martins – Foi aprovado um voto de felicitações a Marco Martins, comandante em regime de substituição dos Bombeiros Voluntários de Óbidos, por ter sido nomeado Adjunto de Operações Nacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil.
Voto de melhoras
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Câmara de Óbidos em resgate financeiro
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Mensagem de apoio de Carlos Zorrinho
“Conheço o Bernardo desde miúdo e desde sempre admirei a sua força, simpatia e determinação. Nasci pelas mãos da sua avó Cremilde (afamada parteira) e sempre tive uma relação muito especial com a família Rodrigues, em particular com a Cristina, mas também com o pai Jaime e com os outros irmãos, Raul e Tomás.
Obidense de raiz, com uma experiência profissional adequada aos desafios autárquicos, considero que a candidatura do Bernardo Rodrigues abre um novo ciclo na gestão da minha terra natal, que muito me orgulha e enche de esperança no futuro. Desejo-lhe a ele e à sua equipa as maiores felicidades e comprometo-me a dar-lhes toda a ajuda que estiver ao meu alcance para que concretizem com sucesso o seu programa de desenvolvimento para Óbidos”
Carlos Zorrinho
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
João Paulo Pedrosa satisfeito com a escolha em Óbidos
João Paulo Pedrosa, Presidente da Distrital de Leiria do PS, acompanhou a fase decisiva da escolha do candidato do PS em Óbidos. A decisão foi tomada, por unanimidade, pelo secretariado da federação distrital de Leiria do PS e pela assembleia geral de militantes do PS de Óbidos, que apostam nas qualidades pessoais e cívicas do Dr. Bernardo Rodrigues. O presidente da Federação Distrital de Leiria caracteriza Bernardo Rodrigues como sendo um “independente, um homem próximo das pessoas, ligado ao desporto e às instituições sociais desde há muitos anos e um homem que se fez a si próprio”. João Paulo Pedrosa acredita que com este último mandato desastroso e a saída de Telmo Faria (PSD) “fecha-se o ciclo autárquico do PSD e um novo ciclo se inicia”, apostando forte num obidense que, “trabalhando e estudando ao mesmo tempo, é hoje reconhecidamente no seu concelho, um bom exemplo de cidadania e de apego à causa pública e em fazer bem aos outros”. É um tempo de virar uma página em Óbidos, apelando o Presidente da Distrital à união dos Obidenses e do PS de Óbidos em torno de Bernardo Rodrigues e da sua equipa.
José Machado apoia Bernardo Rodrigues
Na sequência de vários telefonemas questionando a sua posição sobre a escolha do Dr. Bernardo Rodrigues para número um da lista a apresentar pelo PS às eleições deste ano para a Câmara Municipal de Óbidos, o Vereador José Machado declarou "com todo o gosto, que Bernardo Rodrigues tem o meu claro apoio e disponibilizei-me para colaborar com ele, fazendo votos para que seja o futuro presidente da Câmara Municipal de Óbidos".
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
COMUNICADO
O Partido Socialista de Óbidos escolheu por unanimidade o Dr.Bernardo Rodrigues como cabeça de lista à Câmara Municipal de Óbidos nas eleições autárquicas de 2013
Bernardo Rodrigues nasceu em Óbidos a 8 de Maio de 1969. É casado e tem dois filhos.
Exerce a profissão de Solicitador, desde 1993, com escritório próprio. É também Agente de Execução desde 2011. Paralelamente, licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa (2011).
Praticante de futebol federado, representou o Óbidos Sport Club, inscrito na Associação de Futebol de Leiria (1989-1999). Entre 2001 e 2003 foi Presidente da Direcção do OSC, tendo a seu cargo três equipas, sénior, júnior e juvenil, inscritas nos Campeonatos distritais.
Membro do Conselho Fiscal da Santa Casa da Misericórdia de Óbidos desde 2002, é Presidente desse órgão desde 2008. Recentemente assumiu o cargo de Presidente da Direcção da Sociedade Musical e Recreativa Obidense (2013).
Secretário da Delegação do Círculo Judicial de Caldas da Rainha da Câmara dos Solicitadores, com responsabilidades na organização e promoção de encontros e acções de formação destes profissionais (2005-2007). É também sócio fundador da Associação Forense do Oeste, entidade que reúne várias profissões relacionadas com a Justiça.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Aumenta o desemprego em Óbidos
- Desemprego – O vereador José Machado disse o seguinte:
De acordo com as estatísticas oficiais do IEFP, no final de 2012, Óbidos atingiu um novo máximo de desempregados: 645, quando eram 502 um ano antes e 332 em 2007.
No último ano, o desemprego cresceu 28,5% em Óbidos e desde 2007 esse agravamento foi de 94%.
No Oeste o crescimento do desemprego e no vizinho concelho de Caldas da Rainha, embora elevados, não foram tão grandes como em Óbidos.
Como é sabido, muitas pessoas que residem em Óbidos trabalham nas Caldas da Rainha. Óbidos e Caldas são um espaço económico e laboral comum.
O aumento do desemprego em Óbidos, no último ano, foi 11% superior ao registado em Caldas da Rainha.
Nos últimos cinco anos o desemprego em Óbidos foi 14% superior ao das Caldas da Rainha.
O desemprego é um grave problema geral, sendo preocupante o ritmo do seu agravamento no concelho de Óbidos. As causas do desemprego têm a ver com as políticas europeia, nacional e local. O Município de Óbidos, nos últimos tempos, deu também um contributo.
Como sabemos, o desemprego real é maior do que o das estatísticas oficiais do IEFP.
Sugiro que, em articulação com outras entidades, o município promova uma séria e ponderada reflecção sobre o que tem sido feito, neste domínio, em Óbidos, nos últimos 5 anos, analisar os resultados obtidos, e perspectivar a evolução para os próximos 5 anos, de acordo com a seguinte metodologia:
O presidente da Câmara respondeu afirmando que as iniciativas que o Município tem tomado para aumentar o emprego não têm sido bem aproveitadas pelos desempregados do concelho, mas sim por pessoas de outros municípios, e que os efeitos do Parque Tecnológico resultarão só a médio e a longo prazo.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Um novo tempo para a CMO
Longe vão os tempos em que a Câmara Municipal de Óbidos gastava com fartura, se dizia com as contas equilibradas e sem dívidas. Hoje um dos telejornais mostrava imagens de Óbidos como um dos Concelhos que recorreu ao PAEL, o programa de resgate financeiro criado pelo Governo para ajudar financeiramente as Câmaras Municipais que não conseguem pagar os seus compromissos.Em 2009 o PS de Óbidos já dizia em plena Assembleia Municipal que " a Câmara Municipal de Óbidos já não merece o benefício da dúvida. Gere mal o Concelho, tem prioridades erradas e erráticas, aposta nas festas e nos eventos que se consomem no imediato sem efeitos visíveis na estrutura económica produtiva do Concelho, e dá apoios financeiros de forma discricionária e arbitrária".
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Reunião de Câmara de dia 23 de Janeiro
- Prejuízos originados pelo temporal do último fim-de-semana –
O vereador José Machado perguntou o ponto de situação da quantificação dos prejuízos causados ao município e a privados, designadamente agricultores, pelo temporal do último fim-de-semana, com vista a ser obtido possível apoio do Governo.
O vereador Humberto Marques disse que estava em curso esse levantamento e que os prejuízos de privados ultrapassam os 400.000 euros.
- Espaço Criativo José Joaquim dos Santos –
O vereador José Machado relativamente à obra do espaço criativo José Joaquim dos Santos, conhecido por antiga casa do Barrote, disse o seguinte:
- De acordo com a acta da reunião de Câmara de 26 de Dezembro de 2012, a última prorrogação de prazo para conclusão desta obra foi para 31 de Dezembro passado. Recordo que tinha sugerido anteriormente que a prorrogação do prazo fosse até Janeiro deste ano, para ser efectivamente concluída a obra. Dado que a obra ainda não está totalmente concluída, é necessária mais uma prorrogação do prazo para a concluir legalmente.
- Dado que consta na referida acta que há candeeiros eléctricos para esta obra que serão importados de Itália e daí a principal razão para o atraso havido, sugiro que se recorra à indústria nacional, cujos produtos são mais baratos e tão bons do ponto de vista energético. Proponho que, futuramente, seja dada preferência, nas obras encomendadas pelo Município, a produtos nacionais em vez de importados, sempre que possível, como é esta situação. Entendo que recorrer a produtos importados que poderiam ser feitos no País é contribuir para o aumento do desemprego.
O vereador Humberto Marques disse que é a vereadora Rita Zina que tem acompanhado esta obra e como não está hoje presente, as sugestões do vereador José Machado irão ser analisadas posteriormente.
- Programa “Óbidos Solar” –
O vereador José Machado referindo-se à afirmação do Sr. presidente da Câmara, no seu discurso do feriado municipal, de que este ano será relançado o programa Óbidos Solar, de micro-geração de energia eléctrica, solicitou que seja feito o ponto de situação actualizado do programa Óbidos Solar, lançado no 1º semestre de 2009.
Prosseguiu o vereador José Machado que no livro publicado em Junho de 2009 foi dada a informação de que o objectivo da primeira fase daquele programa era a instalação de 1500 sistemas com painéis fotovoltaicos e que então o estado de execução já era de 15%, portanto 15% x 1500 fogos com painéis fotovoltaicos = 225 sistemas instalados.
Continuou este vereador perguntando quantos sistemas fotovoltaicos estão actualmente instalados no concelho de Óbidos, parecendo-lhe que ainda não há, no concelho de Óbidos, 225 habitações com aqueles sistemas solares.
Disse ainda este vereador que os preços dos equipamentos, desde 2009, baixarem muito e que hoje se consegue, no mercado nacional, um sistema fotovoltaico, incluindo montagem, de 3,68 kW, por menos de 10.000 € e que a tarifa bonificada reduziu de 0,65 € para menos de 0,20 €.
O vereador José Machado lembrou que sugeriu, há 4 anos, aproveitar-se mais a campanha para o solar térmico e agora renova a sugestão, dado que o solar térmico implica menos investimento.
Perguntou ainda este vereador se todas as empresas que em Junho de 2009 assinaram o protocolo com o município de Óbidos ainda estão interessadas neste programa.
O vereador Humberto Marques disse que estavam a ser contactadas as empresas aderentes ao programa Óbidos Solar para saber se continuam interessadas.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Contas provisórias de 2012 da CMO
De acordo com os primeiros cálculos apresentados pela CMO os recebimentos e pagamentos da Câmara em 2012 foram de 18,6 milhões €, muito abaixo dos 28 milhões € previstos no orçamento para 2012. Os referidos 18,6 M € incluem receitas extraordinárias de empreendimentos turísticos no valor de 4 M €, pelo as receitas sem tais montantes são de 14,6 M €, o que quer dizer que, expurgada a receita extraordinária, fica em metade do que está previsto no Plano e Orçamento para 2012. O PS mais uma vez tinha alertado para a falta de credibilidade do Orçamento da CMO para 2012.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Reunião da CMO 9 de Janeiro
Na reunião de Câmara desta semana o Vereador José Machado abordou vários assuntos. Alertou para o facto de a obra de reabilitação da igreja de Nossa Senhora do Carmo estar aparentemente parada, há tempos, pelo que perguntou quando se prevê a conclusão.O presidente da Câmara disse que persiste um problema com o empreiteiro, o qual possivelmente não irá concluir esta obra, pelo que a Câmara terá que recorrer a outra entidade para concluir a obra.
O Vereador José Machado voltou mais uma vez a referir-se à Rede de TV na vila de Óbidos. O vereador José Machado disse que persiste uma avaria na rede de TV da vila de Óbidos, na zona situada entre as traseiras da igreja de Santa Maria e o Arco da Senhora da Graça, o que causa incómodos aos residentes. O presidente da Câmara disse que espera que a PT conclua em Fevereiro próximo a instalação da nova rede de telecomunicações na vila de Óbidos.
O Vereador José Machado lamentou que, contrariamente ao que era costume, este ano não está incluída uma missa no programa do feriado municipal. Sugeriu que a anunciada celebração eucarística com os padres naturais de Óbidos, anunciada no passado Domingo, para as 12 horas do dia do feriado municipal, seja integrada no programa, assim como o lançamento dum livro pela Santa Casa da Misericórdia de Óbidos, no próximo dia 18, às 18 horas, no edifício do antigo hospital. O presidente da Câmara disse que o programa do feriado municipal seguiu ontem para a gráfica, pelo que não é possível, neste momento, serem-lhe aditados pontos.
O vereador José Machado disse que para uma análise cuidadosa das propostas a atribuir seria conveniente juntar-se a lista dos anteriormente medalhados, sempre que há novo conjunto de propostas, tendo sugerido ser colocada no portal do Município a lista de todos os medalhados, assim como nos Paços do Concelho.
Sugiriu ainda que haja critérios escritos e conhecidos da população para a atribuição das medalhas de mérito municipal e que seja criada uma comissão independente que faça propostas bem fundamentadas à Câmara. Aproveitou para propor que se ponderasssem as seguintes propostas:
- a título póstumo, ao Professor Doutor José Fernandes Pereira, recentemente falecido. Era professor na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e fez vários trabalhos e publicou obras sobre História da Arte relativas a Óbidos.
- a título póstumo, a Renato Augusto Garcia, homem de cultura, poeta e escritor.
- a Luís Manuel Carmo Sousa Garcia pelos 40 anos dedicados à promoção turística de Óbidos e do Oeste e organizador dos primeiros calendários de eventos turísticos de Óbidos 1979-1984.
- a António Tavares Nobre, pela forma como tem protegido o Ibn Errick Rex e a tradição da ginja de Óbidos.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Intervenção do Deputado Luís de Carvalho
O Orçamento da CMO para 2013
Senhor Presidente da Mesa da Assembleia,
Senhor Presidente da Câmara e senhores Vereadores.
Caros Deputados,
E chegámos ao último Orçamento desta maioria PSD em Óbidos.
Era insultuoso não reconhecer que algo mudou em 12 orçamentos. É preciso começar por afirmar que houve mudanças relevantes, algumas positivas. O investimento feito no parque escolar do Concelho é uma reforma que deve ser destacada como a mais positiva. Mas impõe-se igualmente louvar que tal só foi possível porque um Governo do Partido Socialista, mais um, definiu a Educação como a prioridade das prioridades. A oportunidade de requalificação de centenas de escolas em todo o País, com um investimento superior a 1000 milhões de euros, foi bem aproveitada por centenas de autarquias. Óbidos não foi a excepção, foi apenas mais um dos muitos municípios que fizeram parceria com o anterior Governo para requalificar a escola pública, ao mesmo tempo que se definia a rede e acabavam as escolas com poucos alunos sem centralidades nem massa crítica. Os 3 novos centros escolares de hoje, que não são os oito centros educativos como se prometia em 2006, conferem mais qualidade e maior potencial, que, a longo prazo, podem contribuir para mudar as impressionantes estatísticas educativas do Concelho e ser factor de desenvolvimento pessoal e económico.
Foram feitos investimentos igualmente importantes no apoio à infância e aos mais idosos, em creches e lares, como o fizeram e fazem todos os dias os 308 municípios e muitas juntas de freguesia em todo o País.
Óbidos mediatizou-se. Era errado não reconhecer o trabalho de publicidade e propaganda, com a proliferação de eventos, alguns com reconhecimento a nível nacional.
Mas se esses objectivos se cumpriram, outros ficaram irremediavelmente pelo caminho. E 12 orçamentos não foram suficientes para cumprir muitas das promessas que deram 3 maiorias absolutas ao PSD em Óbidos.
Grandes e importantes promessas eleitorais nunca se concretizaram. Óbidos Património da Humanidade, a resolução dos problemas com os edifícios G’s no Bom Sucesso, a despoluição da Lagoa, a requalificação do antigo campo de futebol de Óbidos.
Projectos houve que falharam de forma retumbante como o Criatório das Ostras, o Óbidos Solar ou o projecto Fábrica do Chocolate. Estão abandonados projectos megalómanos como o Grande Auditório, os parques de estacionamento subterrâneos, a loja do cidadão, a Praça da Criatividade.
O projecto “Eco Vila” é um fracasso total, sem que, ao longo dos anos, se diminuísse a factura de energia no Município, desaparecendo do mapa o projecto do PSD no uso do biocombustivel na frota municipal anunciado com pompa em 2007.
Há muito foi abandonada a marca “Maçã de Óbidos”, ou mesmo o há muito prometido parque eólico nas Cezaredas, as “Hortas Solares” ou a Central de Biomassa no Bom Sucesso.
O Parque Tecnológico continua a ser a promessa que não se cumpre, e mesmo que 2013 traga a concretização física dos projectos, muito ficará a faltar para que seja uma resposta concreta aos muitos problemas que enfrentamos.
Para trás ficaram as “Antenas Museológicas" em espaços como o campo arqueológico de Eburobritium, o santuário do Senhor Jesus da Pedra, ou junto à Lagoa de Óbidos.
Mesmo obras bem intencionadas como o caminho pedonal do Ninho da Cegonha ou a ecopista são hoje memórias degradadas de um tempo faustoso em inaugurações.
A barragem do Arnóia, importante e decisiva, está por aproveitar. Nem que fosse, como anunciou o Presidente no dia mundial do ambiente de 2006, para “criar uma zona de lazer com cafés, do género das "docas lisboetas", junto à vila de Óbidos”.
De todas as freguesias Gaeiras é certamente aquela que mais razões de queixa terá do Município. Não se concretizou o ambicioso projecto comercial, a requalificação do Largo de São Marcos, o Museu das Guerras Peninsulares, ou a nova sede da Junta de Freguesia. Promessas e promessas que aconselham prudência nas parcerias políticas em tempo de eleições.
O desemprego de um problema transformou-se numa calamidade. Em Novembro de 2007 existiam 337 desempregados registados no Concelho. Em Novembro de 2012 são 554, um aumento de quase 70% em 5 anos que mostra bem que Óbidos não é o oásis tantas vezes anunciado e que as promessas de novos empregos não passaram disso mesmo. Hoje a própria Câmara contribui directamente para essa calamidade.
As dívidas a fornecedores de quase irrelevantes passaram a ser um problema grave de liquidez para o município e para muitos empresários estrangulados. O Governo central lá obrigou Óbidos, como muitos outros municípios, a recorrer ao PAEL como forma de aliviar as suas finanças em ano eleitoral. A 31 de Dezembro de 2011 Óbidos estava a pagar, em média, a 301 dias aos seus fornecedores, ficando no grupo dos 40 municípios que mais tarde pagam as suas dívidas. Estes são os dados oficiais mais recentes pois na informação de 2012 o Município de Óbidos aparece misteriosamente como o único município em que os dados estão “sujeitos a confirmação”.
Mas o dinheiro existiu. Fruto de alterações legislativas aumentaram-se taxas e impostos municipais, a localização de Óbidos permitiu o acesso privilegiado ao QREN, e assim foram gerados mais de 200 milhões de euros em receitas municipais nestes mais de 10 anos. O recurso ao endividamento, inicialmente recusado por esta maioria, e até criticado aos outros, tornou-se desenfreado, sendo hoje Óbidos um dos municípios mais endividados per capita do País.
Milhões e milhões consumidos pela despesa corrente, que aumentou e muito, pelas empresas municipais e por eventos e projectos inconsequentes e não reprodutivos.
Ao longo dos anos o PS concedeu o benefício da dúvida aos orçamentos do PSD. Rejeitámos liminarmente o célebre orçamento dos “42 milhões” de tão empolado e irreal que era. E fizemos propostas maioritariamente rejeitadas ou ignoradas pela maioria. Aconselhámos prudência na despesa e no endividamento, procurámos redireccionar o investimento para actividades reprodutivas, exigimos rigor e realismo orçamental, fizemos oposição sem tréguas às empresas municipais, propusemos o Orçamento Participativo.
Regressados à realidade dura, de uma crise de que Óbidos faz parte integrante, este Orçamento cumpre aquilo que sempre antecipámos, a difícil gestão financeira quando desaparecesse o furor do imobiliário, quando surgisse o estrangulamento das dívidas e a insustentabilidade da despesa corrente.
Este orçamento marca o fim de um ciclo. Se não de um ciclo político, decisão que fica para os cidadãos de Óbidos em Outubro de 2013, de um ciclo orçamental de aparente abundância, de falta de rigor e de opacidade. Ficou guardado para esta maioria do PSD, como merecia, que o seu último orçamento fosse o primeiro do garrote orçamental acordado com o Governo Central que vigorará até 2026. Os obidenses é que não o mereciam.
Senhor Presidente,
Senhores Deputados,
Não vale a pena fingirmos que sabemos o que não sabemos, que podemos o que não podemos. Mas vale a pena lutar por aquilo em que se acredita. O melhor da Democracia está na mudança, na capacidade de se renovar e de assim renovar a sociedade que serve.
Esta oposição do Partido Socialista em Óbidos não está satisfeita consigo mesma. Não tivemos no passado a capacidade de convencer a maioria dos cidadãos a confiar em nós, a aderirem ao nosso projecto político, às nossas ideias. E se não fomos um obstáculo a esta maioria, fomos oposição construtiva, com algumas propostas a serem acolhidas de forma discreta fora do seu tempo, porque feitas no tempo próprio.
Estes dias que correm desaconselham posturas fracturantes, mas são de rejeitar unanimismos bafientos. O que nos define não são as vitórias eleitorais, os cargos, os lugares que ocupamos ou viremos a ocupar, mas os valores pelos quais regemos a nossa existência.
Esta oposição do Partido Socialista em Óbidos nunca cedeu, nunca se rendeu, nunca se insinuou á maioria. Recusámos viver entrincheirados, vergados à ditadura dessa maioria. Mantivemos vivos os bastiões próprios do Partido Socialista, recusámos a facilidade e o conforto da proximidade ao poder. Outros optaram por esses caminhos mais fáceis e confortáveis e esses, mais uma vez, vão ajudar a aprovar, sem pejo nem crítica, mais um orçamento, o último, desta maioria do PSD.
27 de Dezembro de 2012
PS de Óbidos
Reunião de Câmara Municipal de 18 de Dezembro de 2012
O Vereador José Machado contestou a nova localização para o quartel da GNR na antiga escola primária da vila de Óbidos, considerando no entanto que se trata de uma promessa eleitoral do PSD que tarda em ser resolvida. Dado que já não avançará o anunciado projecto da Praça da Criatividade que engloba o edifício do anterior quartel dos bombeiros, defendeu como a melhor solução a GNR passar o seu serviço para o edifício do anterior quartel dos bombeiros que seria requalificado recorrendo a fundos comunitários que estarão disponíveis para este efeito.
O Vereador José Machado viu recusada pela maioria PSD a sua proposta para um comunicado de imprensa da CMO indicando quais as obras e outras iniciativas que foram sendo prometidas ao longo dos últimos anos e que não avançarão até ao final deste mandato, com uma breve explicação dos respectivos motivos. Isto daria credibilidade à política autárquica e seria um exemplo a praticar daqui para o futuro.
O Vereador José Machado voltou a criticar a estratégia de contratação de pessoas para a CMO no tempo de "vacas gordas" lamentando que tais empregos não se tenham criado no sector privado como prometia a maioria PSD. Hoje, perante as dificuldades financeiras , a CMO vê-se obrigada a não renovar contratos deixando muitas pessoas numa situação dificil.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Caros Amigos e Camaradas, o site do PS de Óbidos volta a estar activo depois de alguns meses inoperacional por dificuldades técnicas agora superadas. Desejamos a todos e a todas um bom ano de 2013, perante as muitas dificuldades e os muitos desafios exigentes que se colocam ao PS, a Óbidos e ao País.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
A verdadeira situação das finanças da CMO
1. No passado dia 4 de Maio a Gazeta das Caldas publicou a notícia de que a Assembleia Municipal de Óbidos aprovara as contas de gerência da Câmara Municipal de Óbidos, destacando que se tinha “fechado o ano com um resultado líquido de 4,5milhões de euros”.
2. O PS de Óbidos, na análise que fez aos documentos contabilísticos disponibilizados pela Câmara, notou que o Executivo finalmente concretizou uma contabilização tardia de investimentos de outros anos, de infra-estruturas que não são susceptíveis de serem vendidas, pelo que o município não dispõe da saúde financeira que o PSD quer dar a entender.
3. Aliás, esta estratégia é recorrente neste Executivo, que permanentemente leva a enganar os cidadãos de Óbidos. Prova disso é o facto do presidente da Câmara, no Feriado Municipal de 11 de Janeiro de 2012, há 4 meses atrás, ter declarado à comunicação social que as contas de 2011 fecharam com “uma dívida de cerca de 5 milhões de euros”, quando na verdade o Relatório de Gestão da própria Câmara, em Abril, demonstra que essa dívida é de 15,6 milhões de euros.
4. Aliás, como assume a Câmara, já recorreu a acordos de pagamento com os fornecedores, no valor de 4,5 milhões de euros, aliviando assim a pressão sobre a tesouraria, mas o problema de fundo, que é pagar o que se deve, não ficou resolvido.
5. Mas há mais. Como é que se explica que estando o Município de tão “boa saúde financeira” esteja a 31 de Dezembro de 2011 a pagar, em média, a 301 dias aos seus fornecedores, ficando no grupo dos 40 municípios que mais tarde pagam as suas dívidas. Lembremos que em 31 de Dezembro de 2007, há 4 anos, este Executivo do PSD se orgulhava, e com toda a razão, de pagar aos seus fornecedores a 27 dias. Hoje esse prazo aumentou em mais de 10 vezes e no espaço de apenas um ano aumentou em mais 100 dias.
6. Mas este irrealismo financeiro é a marca do PSD em Óbidos. Como o PS afirmou aquando da discussão do Orçamento para 2011, há 18 meses atrás, a receita municipal estava fortemente empolada e artificialmente aumentada. Fechadas as contas a receita municipal foi metade daquela que o Executiva previa. O PS tinha razão.
7. Também não é verdade a afirmação que a dívida de médio e longo prazo teve uma redução de 6%, ficando em 6,1 milhões de euros, uma vez que já é de 7,6 milhões de euros, segundo o balanço consolidado apresentado pela Câmara.
8. As preocupações dos eleitos do PS de Óbidos com a situação das contas do Município vêm sendo expostas, desde há anos, numa lógica construtiva, em variadas ocasiões. Agora num recente estudo apresentado pelo Governo sobre dívidas de curto prazo das autarquias, conclui-se ser grave a situação de Óbidos. Tomando o exemplo do caso de Vila Nova de Gaia, o 2º município com mais dívida a curto prazo, onde o valor é de 150 euros por cidadão do concelho, verifica-se que em Óbidos o valor per capita é superior a 500 euros. Nas Caldas da Rainha esse valor desce para 21 euros por cidadão.
9. Recorda-se, mais uma vez, aquilo que o Relatório de Gestão da Câmara já não consegue esconder: as receitas diminuíram 25% em relação a 2010, situação tenderá a agravar-se nos anos vindouros quando muitas receitas extraordinárias cessarem, e quando a amortização dos empréstimos bancários, feitos pelo PSD, se concentrarem a partir do próximo mandato autárquico, remetendo para outros anos e para futuros executivos as limitações de investimento que resultarão do serviço da dívida.
10. Mas fica um desafio ao PSD, se a “saúde financeira” da CMO é assim tão boa que se paguem 25% das dívidas, se reduza para metade (150 dias) o prazo médio de pagamento, e se cumpram algumas das muitas promessas eleitorais do PSD aos cidadãos do Concelho de Óbidos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






